O mundo é cruel, as pessoas são más e nada faz sentido. Difícil não pensar assim diante dos acontecimentos dos últimos dias, como o massacre de crianças inocentes em Realengo, a tragédia do terremoto e tsunami no Japão, a guerra civil na Líbia etc. Enquanto isso, a busca da felicidade continua a ser encarada, na maioria das vezes, como um trabalho individual. Para ser feliz "EU" preciso de dinheiro, comprar o mais novo gadget tecnológico, ter um celular de última geração, um carro novo na garagem, uma casa bela e confortável, um trabalho gratificante, ser amado e respeitado. Poucas vezes as pessoas notam que sua felicidade também depende da do outro, se seu vizinho é feliz, se seu colega de trabalho está satisfeito, se todos têm a oportunidade de buscar a própria felicidade. Para mudar esse panorama, está sendo lançada no Reino Unido a Action for Happiness (Ação pela felicidade), iniciativa que pretende criar um movimento global por uma sociedade mais feliz.
A ideia da Action for Happiness é reunir sugestões e atitudes para que as pessoas realizem mudanças positivas em suas vidas, lares, escolas, trabalhos e comunidades de forma a espalhar a felicidade dentro de um processo que está sendo chamado de inovação social. É lembrar que, mesmo diante das maiores dificuldades, existem pessoas que conseguem ser felizes e ajudam outras, que a solidariedade, a compaixão e o amor ao próximo são instrumentos fundamentais para a construção de uma sociedade melhor.
No fim do século XIX, por exemplo, a ciência era um trabalho solitário. Em geral, os cientistas eram verdadeiros ermitões, atuando sozinhos ou com poucos colaboradores na produção de novos saberes. Com o tempo, no entanto, o cenário foi mudando. Já na primeira metade do século passado, muitas inovações saíram de grandes laboratórios montados por empresas, onde equipes de pesquisadores, trabalhando em conjunto, criavam novos produtos que rapidamente chegavam ao mercado. O avanço científico foi industrializado e marcas como IBM, General Electric, Bayer e Roche tornaram-se conhecidas mundo afora. Não demorou muito e os governos também se envolveram no processo, financiando pesquisas em instituições acadêmicas como o MIT, Stanford, Oxford e Cambridge que geraram novos conhecimentos que também ganharam o mundo para o benefício de todos.
Por outro lado, a inovação social continua a ser produzida como era a ciência do fim do século XIX. Não faltam mentes brilhantes e ideias geniais, mas em geral elas são frutos de iniciativas e buscas pessoais, como no caso de Muhammad Yunus. Vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 2006, ele criou o Grameen Bank, que há mais de três décadas fornece pequenos empréstimos para agricultores pobres de seu país, Bangladesh. Muitos dos métodos usados por Yunus não eram novos. A novidade estava na maneira como eles foram agregados, invertendo as estruturas de poder e transformando camponeses em banqueiros, assim como muitas outras inovações sociais fazem de alunos, professores, de pacientes, médicos. De lá para cá, instituições de microcrédito similares ao Grameen Bank se espalharam pelo mundo, mudando a vida de pessoas em diversos países.
O sucesso de Yunus e de outras iniciativas do gênero também já começa a atrair a atenção dos governos para a questão do estímulo à inovação social. Nos EUA, o presidente Barack Obama criou na Casa Branca um pequeno escritório dedicado ao assunto, além de um fundo de US$ 650 milhões para a inovação na área de educação. Países como França e Austrália também estão financiando incubadoras de ideias de inovação social, enquanto a União Europeia está desviando parte de seu orçamento de pesquisa e desenvolvimento da criação de hardware para novos serviços que melhorem as vidas de seus cidadãos.
Até empresas estão atentas
Até mesmo as empresas estão começando a dirigir sua atenção ao tema. Um exemplo é o M-Pesa, serviço criado pela companhia de telefonia celular queniana Safaricom que realiza transferências de dinheiro entre pessoas físicas. Em 2007, a empresa, do grupo europeu Vodafone, percebeu a existência de um enorme mercado paralelo de minutos.
Um queniano dono de um celular comprava créditos em minutos e os passava para outra linha, em um método informal de pagamento. A Safaricom então decidiu facilitar esse processo. Com o M-Pesa ("M" de móvel e "Pesa" de dinheiro em suahili, principal língua do país) um trabalhador de Nairóbi, capital do Quênia, que queira enviar dinheiro para a família que mora no interior compra os créditos e os transfere para os parentes, que podem ir a uma loja da empresa e trocá-los por dinheiro vivo. Este sistema bancário sem agências e de menor risco substituiu o principal meio usado pelos quenianos para isso até então - entregar um envelope cheio de dinheiro para motoristas de ônibus interurbanos - e já foi adotado por mais de 10 milhões de quenianos, um quarto da população do país, tornando-se um exemplo de inovação social que atende aos anseios das pessoas dentro de uma operação comercial.
A inovação social, portanto, pode crescer por meio da colaboração entre pessoas, empresas, governos e academia que a Action for Happiness quer estimular. A iniciativa não tem a ilusão de acabar com a tristeza no mundo, mas, como alertou Carlos Drummond de Andrade, "a dor é inevitável. O sofrimento, opcional".
César Baima
http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2011/04/08/acao-pela-felicidade-no-reino-unido-pretende-criar-um-movimento-global-por-uma-sociedade-mais-feliz-924195858.asp
Um espaço para trocarmos experiências sobre a Enfermagem Psiquiátrica e a Saúde Mental no Brasil
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domingo, 10 de abril de 2011
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Calouros americanos mostram nível recorde de stress
A saúde emocional de um calouro universitário _ que se sente esmurrado pela recessão e estressado pelas pressões do colegial _ caiu ao nível mais baixo em 25 anos, quando teve início uma pesquisa anual feita com novos alunos.
Na pesquisa, chamada "Calouros Americanos: Normas Nacionais Outono de 2010", envolvendo mais de 200 mil novos alunos de quatro cursos de quatro anos em período integral, aumentou o percentual de estudantes classificando a si mesmos como "abaixo da média" no estado de suas mentes.
Enquanto isso, o percentual de estudantes definindo sua saúde emocional como acima da média caiu para 52 por cento, contra 64 por cento em 1985. A cada ano, as mulheres têm uma visão de seu estado mental menos positiva do que os homens, distância essa que se ampliou.
Orientadores do campus dizem que os resultados da pesquisa são as mais novas evidências do que eles veem diariamente em seus escritórios _ alunos deprimidos, enfrentando stress e usando medicamentos psiquiátricos, receitados até mesmo antes de entrarem na faculdade.
A economia só contribuiu para o stress, não só pela pressão financeira sobre os pais, mas também porque os estudantes se preocupam com sua própria dívida universitária e com as possibilidades de emprego quando se formarem. "Isso se encaixa com que estamos vendo", disse Brian Van Brunt, diretor de orientação da Universidade Western Kentucky e presidente da Associação Americana de Orientação Universitária. "Mais estudantes estão chegando ao campus com problemas, precisando de apoio, e os atuais fatores econômicos estão acumulando um grande stress adicional sobre os universitários, enquanto eles buscam empréstimos e imaginam se haverá uma carreira esperando por eles do outro lado".
A pesquisa anual de calouros é considerada a mais abrangente por seu tamanho e longevidade.
Ao mesmo tempo, a questão pedindo que os alunos classifiquem sua saúde mental comparada à dos outros é difícil de avaliar, já que exige uma definição própria de tal quesito e comparação de si mesmo com seus colegas. "A maioria das pessoas provavelmente acha que a saúde emocional significa 'eu estou feliz o tempo todo e me sinto bem comigo mesmo?'. Então a resposta basicamente se relaciona à saúde mental", disse o Dr. Mark Reed, psiquiatra que administra o escritório de orientação do Dartmouth College. "Não acho que os estudantes tenham uma ideia precisa da saúde mental dos outros", acrescentou ele. "Existe muita pressão para fingir que tudo está bem e as pessoas geralmente pensam que são as únicas tendo problemas".
Até certo ponto, o declínio na saúde emocional dos estudantes pode resultar de pressões criadas por eles mesmos.
Com alunos do primeiro ano, embora a avaliação da própria saúde emocional viesse caindo, a classificação de sua iniciativa para atingir o sucesso e de sua habilidade acadêmica subiu _ atingindo uma pico recorde em 2010, com cerca de três quartos se declarando como acima da média.
"Os estudantes sabem que sua geração tende a ser menos bem-sucedida que a de seus pais e por isso sentem mais pressão para crescer do que no passado", disse Jason Ebbeling, diretor de educação residencial na Universidade Southern Oregon. "Hoje em dia, os alunos temem que, mesmo com um diploma universitário, não consigam encontrar um emprego com salário maior que o mínimo. Assim, desde os 15 ou 16 anos eles já estão pensando em fazer um MBA ou doutorado".
Outras descobertas da pesquisa destacam o grau em que a economia está pesando sobre os alunos universitários. "O desemprego paternal está no maior nível desde que começamos a medir", afirmou John Pryor, diretor do Instituto de Pesquisa de Ensino Superior da UCLA, que conduz a pesquisa anual dos calouros. "Mais alunos estão pedindo empréstimos. Estamos vendo o impacto de não se conseguir um emprego de verão e a importância da ajuda financeira sobre qual faculdade eles irão escolher".
"Não sabemos exatamente por que o emocional dos estudantes está em declínio", disse ele. "Mas parece que a economia é uma causa importante".
Para muitos jovens, o stress começa antes da faculdade. Na pesquisa do ano passado, a cota de estudantes que afirmou ter se sentido oprimida por tudo que tinha de fazer no último ano de colegial subiu de 27 para 29 por cento.
O hiato de gênero nessa pergunta foi ainda maior do que com a saúde emocional, com 18 por cento dos homens afirmando terem sentido essa opressão, contra 39 por cento das mulheres. Essa distância de gênero também existe, segundo estudos, nos estudantes que procuram os serviços universitários de saúde mental _ com as mulheres respondendo por 60 por cento ou mais dos clientes. "Meninos são ensinados a não falar de seus sentimentos ou demonstrar stress, enquanto meninas são mais inclinadas a contar que estão com problemas", afirmou Perry C.
Francis, coordenador de orientação da Universidade Eastern Michigan em Ypsilanti. "Os rapazes saem e vão fazer alguma coisa destrutiva ou estúpida, que pode incluir dano a propriedades. As meninas agem de outra forma".
Linda Sax, professora de educação da UCLA e ex-diretora do estudo dos calouros, disse que a diferença entre homens e mulheres quanto ao bem-estar emocional era uma das maiores da pesquisa. "Um aspecto disso é como as mulheres e os homens passam seu tempo de lazer", disse ela. "Homens tendem a encontrar mais tempo para lazer e atividades que aliviam a tensão, como exercícios e esportes.
As mulheres tendem a assumir mais responsabilidades, como um trabalho voluntário ou ajudar a família, o que não alivia o stress". Além disso, Sax estudou o papel do corpo docente sobre a saúde emocional dos estudantes, descobrindo que as interações com os professores eram especialmente destacadas para mulheres.
Interações negativas surtiam maior impacto em sua saúde emocional. "A ideia feminina do bem-estar emocional é mais vinculada ao tratamento que elas sentem por parte dos professores", explicou ela. "Não se trata tanto do nível de contato, mas se elas sentem que estão sendo levadas a sério pelo professor. Caso isso não ocorra, o resultado se mostrou mais prejudicial às mulheres do que as homens".
E acrescentou: "Enquanto os homens que desafiaram as ideias de um professor em classe tiveram um declínio no stress, as mulheres que fizeram o mesmo experimentaram um declínio no bem-estar".
c.
2011 New York Times News Service
http://br.noticias.yahoo.com/s/10022011/84/mundo-calouros-americanos-mostram-nivel-recorde.html&printer=1
Na pesquisa, chamada "Calouros Americanos: Normas Nacionais Outono de 2010", envolvendo mais de 200 mil novos alunos de quatro cursos de quatro anos em período integral, aumentou o percentual de estudantes classificando a si mesmos como "abaixo da média" no estado de suas mentes.
Enquanto isso, o percentual de estudantes definindo sua saúde emocional como acima da média caiu para 52 por cento, contra 64 por cento em 1985. A cada ano, as mulheres têm uma visão de seu estado mental menos positiva do que os homens, distância essa que se ampliou.
Orientadores do campus dizem que os resultados da pesquisa são as mais novas evidências do que eles veem diariamente em seus escritórios _ alunos deprimidos, enfrentando stress e usando medicamentos psiquiátricos, receitados até mesmo antes de entrarem na faculdade.
A economia só contribuiu para o stress, não só pela pressão financeira sobre os pais, mas também porque os estudantes se preocupam com sua própria dívida universitária e com as possibilidades de emprego quando se formarem. "Isso se encaixa com que estamos vendo", disse Brian Van Brunt, diretor de orientação da Universidade Western Kentucky e presidente da Associação Americana de Orientação Universitária. "Mais estudantes estão chegando ao campus com problemas, precisando de apoio, e os atuais fatores econômicos estão acumulando um grande stress adicional sobre os universitários, enquanto eles buscam empréstimos e imaginam se haverá uma carreira esperando por eles do outro lado".
A pesquisa anual de calouros é considerada a mais abrangente por seu tamanho e longevidade.
Ao mesmo tempo, a questão pedindo que os alunos classifiquem sua saúde mental comparada à dos outros é difícil de avaliar, já que exige uma definição própria de tal quesito e comparação de si mesmo com seus colegas. "A maioria das pessoas provavelmente acha que a saúde emocional significa 'eu estou feliz o tempo todo e me sinto bem comigo mesmo?'. Então a resposta basicamente se relaciona à saúde mental", disse o Dr. Mark Reed, psiquiatra que administra o escritório de orientação do Dartmouth College. "Não acho que os estudantes tenham uma ideia precisa da saúde mental dos outros", acrescentou ele. "Existe muita pressão para fingir que tudo está bem e as pessoas geralmente pensam que são as únicas tendo problemas".
Até certo ponto, o declínio na saúde emocional dos estudantes pode resultar de pressões criadas por eles mesmos.
Com alunos do primeiro ano, embora a avaliação da própria saúde emocional viesse caindo, a classificação de sua iniciativa para atingir o sucesso e de sua habilidade acadêmica subiu _ atingindo uma pico recorde em 2010, com cerca de três quartos se declarando como acima da média.
"Os estudantes sabem que sua geração tende a ser menos bem-sucedida que a de seus pais e por isso sentem mais pressão para crescer do que no passado", disse Jason Ebbeling, diretor de educação residencial na Universidade Southern Oregon. "Hoje em dia, os alunos temem que, mesmo com um diploma universitário, não consigam encontrar um emprego com salário maior que o mínimo. Assim, desde os 15 ou 16 anos eles já estão pensando em fazer um MBA ou doutorado".
Outras descobertas da pesquisa destacam o grau em que a economia está pesando sobre os alunos universitários. "O desemprego paternal está no maior nível desde que começamos a medir", afirmou John Pryor, diretor do Instituto de Pesquisa de Ensino Superior da UCLA, que conduz a pesquisa anual dos calouros. "Mais alunos estão pedindo empréstimos. Estamos vendo o impacto de não se conseguir um emprego de verão e a importância da ajuda financeira sobre qual faculdade eles irão escolher".
"Não sabemos exatamente por que o emocional dos estudantes está em declínio", disse ele. "Mas parece que a economia é uma causa importante".
Para muitos jovens, o stress começa antes da faculdade. Na pesquisa do ano passado, a cota de estudantes que afirmou ter se sentido oprimida por tudo que tinha de fazer no último ano de colegial subiu de 27 para 29 por cento.
O hiato de gênero nessa pergunta foi ainda maior do que com a saúde emocional, com 18 por cento dos homens afirmando terem sentido essa opressão, contra 39 por cento das mulheres. Essa distância de gênero também existe, segundo estudos, nos estudantes que procuram os serviços universitários de saúde mental _ com as mulheres respondendo por 60 por cento ou mais dos clientes. "Meninos são ensinados a não falar de seus sentimentos ou demonstrar stress, enquanto meninas são mais inclinadas a contar que estão com problemas", afirmou Perry C.
Francis, coordenador de orientação da Universidade Eastern Michigan em Ypsilanti. "Os rapazes saem e vão fazer alguma coisa destrutiva ou estúpida, que pode incluir dano a propriedades. As meninas agem de outra forma".
Linda Sax, professora de educação da UCLA e ex-diretora do estudo dos calouros, disse que a diferença entre homens e mulheres quanto ao bem-estar emocional era uma das maiores da pesquisa. "Um aspecto disso é como as mulheres e os homens passam seu tempo de lazer", disse ela. "Homens tendem a encontrar mais tempo para lazer e atividades que aliviam a tensão, como exercícios e esportes.
As mulheres tendem a assumir mais responsabilidades, como um trabalho voluntário ou ajudar a família, o que não alivia o stress". Além disso, Sax estudou o papel do corpo docente sobre a saúde emocional dos estudantes, descobrindo que as interações com os professores eram especialmente destacadas para mulheres.
Interações negativas surtiam maior impacto em sua saúde emocional. "A ideia feminina do bem-estar emocional é mais vinculada ao tratamento que elas sentem por parte dos professores", explicou ela. "Não se trata tanto do nível de contato, mas se elas sentem que estão sendo levadas a sério pelo professor. Caso isso não ocorra, o resultado se mostrou mais prejudicial às mulheres do que as homens".
E acrescentou: "Enquanto os homens que desafiaram as ideias de um professor em classe tiveram um declínio no stress, as mulheres que fizeram o mesmo experimentaram um declínio no bem-estar".
c.
2011 New York Times News Service
http://br.noticias.yahoo.com/s/10022011/84/mundo-calouros-americanos-mostram-nivel-recorde.html&printer=1
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Estudo liga uso de games a depressão, ansiedade e problemas de relacionamento
Pode haver problemas por trás dos olhares fixos da garotada que dedica tempo e energia demais aos videogames. Uma pesquisa feita na Ásia com 3.000 crianças em idade escolar indicou que uma em cada dez era "viciada" em games.
Segundo os pesquisadores, apesar de as crianças já apresentarem problemas comportamentais, o uso excessivo de videogames aparentemente agravou os distúrbios. De acordo com Douglas Gentile, diretor do laboratório de pesquisa de mídia da Universidade do Estado de Iowa, "quando as crianças se viciam, depressão, ansiedade e fobias sociais se agravam".
– Quando elas conseguem superar o vício, esses problemas melhoram.
Ele diz que nem os pais nem os serviços de saúde estão prestando atenção suficiente nos efeitos dos videogames sobre a saúde mental das crianças.
– Tendemos a abordá-los como entretenimento, como apenas um jogo, e a esquecer que o entretenimento também nos afeta. De fato, se não nos afeta, o definimos como "entediante".
No levantamento, as crianças disseram que jogavam videogame, em média, por 20 horas por semana. Entre 9% e 12% dos meninos foram considerados como viciados pela pesquisa, contra 3% a 5% no caso das meninas.
Apesar de os pesquisadores não terem definido um percentual de crianças que sofrem com esses distúrbios mentais, eles encontraram evidências que relacionam o número de horas jogadas a um comportamento impulsivo e problemas de relacionamento social.
Mas um especialista independente afirmou que existem sérios defeitos na pesquisa. Mark Griffiths, diretor do Centro de Pesquisas sobre Games da Universidade Nottingham Trent, no Reino Unido, diz que "pesquisas demonstraram que jogar videogames excessivamente não constitui necessariamente vício e que muitos usuários podem jogar por longos períodos sem que sofram quaisquer efeitos adversos".
– Se 9% das crianças fossem realmente viciadas em videogames, haveria clínicas para o tratamento disso em toda cidade grande.
...Parte do problema, ele diz, é que o novo estudo pode ter medido interesse e não vício.
Copyright Thomson Reuters 2011
http://noticias.r7.com/saude/noticias/estudo-liga-uso-de-games-a-depressao-ansiedade-e-problemas-de-relacionamento-20110117.html
Segundo os pesquisadores, apesar de as crianças já apresentarem problemas comportamentais, o uso excessivo de videogames aparentemente agravou os distúrbios. De acordo com Douglas Gentile, diretor do laboratório de pesquisa de mídia da Universidade do Estado de Iowa, "quando as crianças se viciam, depressão, ansiedade e fobias sociais se agravam".
– Quando elas conseguem superar o vício, esses problemas melhoram.
Ele diz que nem os pais nem os serviços de saúde estão prestando atenção suficiente nos efeitos dos videogames sobre a saúde mental das crianças.
– Tendemos a abordá-los como entretenimento, como apenas um jogo, e a esquecer que o entretenimento também nos afeta. De fato, se não nos afeta, o definimos como "entediante".
No levantamento, as crianças disseram que jogavam videogame, em média, por 20 horas por semana. Entre 9% e 12% dos meninos foram considerados como viciados pela pesquisa, contra 3% a 5% no caso das meninas.
Apesar de os pesquisadores não terem definido um percentual de crianças que sofrem com esses distúrbios mentais, eles encontraram evidências que relacionam o número de horas jogadas a um comportamento impulsivo e problemas de relacionamento social.
Mas um especialista independente afirmou que existem sérios defeitos na pesquisa. Mark Griffiths, diretor do Centro de Pesquisas sobre Games da Universidade Nottingham Trent, no Reino Unido, diz que "pesquisas demonstraram que jogar videogames excessivamente não constitui necessariamente vício e que muitos usuários podem jogar por longos períodos sem que sofram quaisquer efeitos adversos".
– Se 9% das crianças fossem realmente viciadas em videogames, haveria clínicas para o tratamento disso em toda cidade grande.
...Parte do problema, ele diz, é que o novo estudo pode ter medido interesse e não vício.
Copyright Thomson Reuters 2011
http://noticias.r7.com/saude/noticias/estudo-liga-uso-de-games-a-depressao-ansiedade-e-problemas-de-relacionamento-20110117.html
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terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Alunos estressados, ansiosos e depressivos recorrem a centros de saúde mental de universidades americanas
Estudante levada às pressas a uma emergência psiquiátrica nunca é rotina, mas quando a Stony Brook University registrou três idas em apenas três dias, isso não foi surpresa para Jenny Hwang, diretora de aconselhamento psicológico.
Era o semestre do outono, uma época de estresse crescente com a chegada das provas finais e com a proximidade do recesso de fim de ano, por si só uma ansiedade.
Numa tarde de quinta-feira, um calouro que vinha tendo um mau desempenho acadêmico postou pensamentos suicidas no Facebook.
Se eu desaparecesse, ele escreveu, alguém iria notar? Um estudante alarmado contou aos funcionários da faculdade no dormitório, que chamaram Hwang fora do horário do expediente.
Ela entrou em contato com a polícia do campus. Policiais escoltaram o aluno até o hospital psiquiátrico do condado.
Houve mais dois fatos semelhantes naquele final de semana.
Sábado à noite, um aluno ficou preocupado com um amigo que tinha receita para o medicamento Xanax, que é ansiolítico, e acabou tomando um punhado de cápsulas de uma só vez.
No domingo, uma supervisora dos corredores de residência, Gina Vanacore, enviou uma atualização via BlackBerry para Hwang, que promove programas de treinamento para alunos e funcionários sobre intervenções para evitar o suicídio.
"Se você não fosse tão boa em colocar esses observadores", escreveu Vanacore, "nós teríamos de dormir aqui no fim de semana".
A Stony Brook é uma típica faculdade americana de hoje em dia.
Pesquisas nacionais mostram que quase metade dos alunos que visitam centros de aconselhamento psicológico lida com sérias doenças mentais, mais que o dobre de uma década atrás.
Mais alunos estão tomando medicamentos psiquiátricos e há mais emergências que exigem ação imediata.
"É tão diferente de como as pessoas estereotipavam o conceito de aconselhamento universitário.
Ou da década de 1970, quando os alunos chegavam com crises existenciais: Quem sou eu?", disse Hwang, cuja equipe de 29 pessoas inclui psiquiatras, psicólogos clínicos e assistentes sociais.
"Agora eles chegam trazendo histórias de vida envolvendo trauma extenso, um histórico de doença mental, transtornos alimentares, automutilação, uso de álcool e drogas".
Uma pesquisa recente feita pela Associação Americana de Aconselhamento Universitário descobriu que a maioria dos estudantes busca ajuda para problemas normais pós-adolescência, como decepção amorosa e crise de identidade.
Porém, 44% deles possuem sérios transtornos psicológicos, contra 16% em 2000, e 25% tomam medicamentos psiquiátricos, contra 17% há dez anos.
Os transtornos mais comuns de hoje: depressão, ansiedade, pensamentos suicidas, abuso de álcool, transtornos de atenção, automutilação e transtornos alimentares.
A Stony Brook, uma ramificação academicamente exigente da State University of New York (índice de admissão de 40%), enfrenta desafios de saúde mental típicos de uma grande universidade pública.
Ela possui 9.500 estudantes residentes e 15 mil que se deslocam até o campus.
O corpo discente, altamente diversificado, inclui muitas pessoas que são as primeiras da família a frequentar uma universidade e carregam consigo uma intensa pressão para terem bom desempenho, muitas vezes nas áreas de engenharia ou ciências.
Um grupo de terapia chamado Black Women and Trauma (mulheres negras e trauma), criado no semestre passado, incluiu participantes da África que sofriam de transtorno do estresse pós-traumático de violência na juventude.
A Stony Brook tem notado um acentuado crescimento na demanda por aconselhamento psicológico - 1.311 alunos começaram o tratamento no último ano acadêmico, um aumento de 21% em relação ao ano anterior.
Ao mesmo tempo, pressões orçamentárias da New York State obrigaram uma redução de 15% nos serviços de saúde mental ao longo de três anos.
Perto do grêmio estudantil, no centro do campus, o prédio do Centro de Saúde do Estudante data dos dias em que um dos problemas de saúde mais sérios dos alunos era mononucleose.
Porém, a contratação, há três anos, de Judy Espósito, assistente social com experiência em aconselhamento psicológico a viúvas do 11 de setembro, para iniciar uma unidade de triagem foi um sinal da nova realidade em saúde mental estudantil.
Às 9h da manhã de uma terça-feira, após o fim de semana agitado do campus, Espósito passou pelo dispensador de higienizador de mãos na entrada da universidade quando notou dois colegas correndo em direção ao seu escritório.
Antes mesmo que ela tirasse o casaco, os alunos reportaram sobre uma aluna que tinha se cortado e expressado pensamentos suicidas.
A equipe de triagem de Espósito registra de 15 a 20 pedidos de ajuda por dia.
Após breves entrevistas, para a maioria dos alunos se agenda uma consulta mais longa com um psicólogo, que leva ao tratamento individual.
Um aluno em cada seis não se torna paciente, sendo indicado a outros departamentos da universidade, como aconselhamento acadêmico, ou a terapeutas fora do campus, caso seja necessária ajuda de longo prazo.
O aconselhamento no campus é gratuito.
Naquele dia, os alunos incluíam um jovem rapaz que se queixava de não ter amigos, sentindo-se deprimido.
Outro estudante disse ter dificuldades acadêmicas e temer que os pais descobrissem que ele bebe, sentindo-se desanimado.
Profissionais de um centro de saúde mental estão atentos ao seu próprio bem-estar.
Por esta razão, a equipe tinha planejado um almoço de final de ano.
Enquanto um peru era assado na cozinha que serve como sala de descanso, Espósito ajudava a esquentar o doce de batata doce, o recheio e a quiche que ela mesma tinha trazido.
Então Regina Frontino, assistente de triagem que recebe os alunos na recepção, entrou na cozinha para dizer que uma aluna tinha sido trazida por um amigo que temia que ela pensasse em se matar.
Espósito correu para o saguão.
Depois de uma breve conversa, ela soube que a aluna perturbada teria de ir ao hospital.
O centro de aconselhamento não tem a capacidade de receber alunos suicidas ou psicóticos durante a noite para observação ou administrar drogas poderosas para acalmá-los.
Ele faz com que os alunos sejam levados ao Stony Brook University Medical Center, quase na saída do campus de 405 hectares.
O hospital possui uma emergência psiquiátrica que funciona 24 horas por dia e atende a todo o contado de Suffolk.
"Eles não vão consertar o que está errado", disse Espósito, "mas naquele momento podemos garantir que ela está segura".
Ela chamou Tracy Thomas, conselheira de plantão, para acalmar a aluna, que chorava compulsivamente, enquanto telefonava para a emergência e informava a Hwang, que chamou a polícia do campus para transportar a jovem.
Apesar dos muitos agendamentos no livro de consultas dos conselheiros da Stony Brook, todas as evidências nacionais sugerem que muito mais alunos precisam de serviços de saúde mental.
Quarenta e seis por centro dos estudantes universitários disseram sentir que "as coisas são desanimadoras" pelo menos uma vez nos últimos 12 meses, e quase um terço deles esteve tão depressivo que teve dificuldade em realizar suas atividades, de acordo com uma pesquisa de 2009 da Associação Americana de Saúde Universitária.
Além disso, dos 133 estudantes suicidas reportados na pesquisa da Associação Americana de Aconselhamento Universitário com 320 instituições, de 2009, menos de 20 buscou ajuda no campus.
Alexandria Imperato, 23 anos, se lembra que, como caloura da Stony Brook, todos os seus amigos da escola falavam de como adoravam a faculdade, enquanto ela se sentia péssima.
Ela enfrentava problemas familiares e a pressão para se adaptar à faculdade.
"Você volta para casa para o jantar do dia de Ação de Graças e sua família pergunta ao seu irmão como vai o ratinho dele.
Para você, perguntam: 'O que vai fazer pelo resto de sua vida?'", disse Imperato. Ela soube que tinha depressão.
No final, acabou vencendo a doença com psicoterapia, Cymbalta e lítio.
Ela formou um capítulo na Stony Brook da Active Minds, um grupo nacional de prevenção ao suicídio baseado em campi universitários.
"Me senti muito melhor de encontrar outras pessoas", disse Imperato, que planeja ser enfermeira.
Recentemente, ela era um dos 24 alunos voluntários que usavam uma camiseta preta dizendo "Relaxe", que paravam pessoas no Centro de Atividades Estudantis durante o horário de almoço.
"Você gostaria de fazer um teste para depressão?", eles perguntavam, oferecendo uma prancheta com um formulário de uma página para todos os alunos que tiravam o fone de ouvido.
Os alunos marcavam os quadradinhos se tinham dificuldade de dormir, sentiam desânimo ou "sensação de inutilidade".
Eles recebiam uma oportunidade de falar em particular com um psicólogo num escritório ali perto. Dezesseis alunos concordaram em fazê-lo.
Uma aluna que disse "sim" a uma entrevista imediata com um conselheiro depois de preencher o teste para depressão era estudante do último ano de psicologia, do norte de New York.
Hwang percorreu o centro de aconselhamento para verificar os testes, e a jovem passou muito tempo conversando com ela, sem tirar o casaco xadrez e a mochila. "Não tenho mais motivação para as coisas", disse a aluna. "Este lugar me deprime o tempo todo".
Ela não sabia que os alunos podem ir ao centro de aconselhamento sem horário agendado. "Achei que tivesse de marcar uma hora", ela disse. "Agora vou vir".
© 2010 New York Times News Service
http://br.noticias.yahoo.com/s/03012011/84/mundo-alunos-estressados-ansiosos-depressivos-recorrem.htm
Era o semestre do outono, uma época de estresse crescente com a chegada das provas finais e com a proximidade do recesso de fim de ano, por si só uma ansiedade.
Numa tarde de quinta-feira, um calouro que vinha tendo um mau desempenho acadêmico postou pensamentos suicidas no Facebook.
Se eu desaparecesse, ele escreveu, alguém iria notar? Um estudante alarmado contou aos funcionários da faculdade no dormitório, que chamaram Hwang fora do horário do expediente.
Ela entrou em contato com a polícia do campus. Policiais escoltaram o aluno até o hospital psiquiátrico do condado.
Houve mais dois fatos semelhantes naquele final de semana.
Sábado à noite, um aluno ficou preocupado com um amigo que tinha receita para o medicamento Xanax, que é ansiolítico, e acabou tomando um punhado de cápsulas de uma só vez.
No domingo, uma supervisora dos corredores de residência, Gina Vanacore, enviou uma atualização via BlackBerry para Hwang, que promove programas de treinamento para alunos e funcionários sobre intervenções para evitar o suicídio.
"Se você não fosse tão boa em colocar esses observadores", escreveu Vanacore, "nós teríamos de dormir aqui no fim de semana".
A Stony Brook é uma típica faculdade americana de hoje em dia.
Pesquisas nacionais mostram que quase metade dos alunos que visitam centros de aconselhamento psicológico lida com sérias doenças mentais, mais que o dobre de uma década atrás.
Mais alunos estão tomando medicamentos psiquiátricos e há mais emergências que exigem ação imediata.
"É tão diferente de como as pessoas estereotipavam o conceito de aconselhamento universitário.
Ou da década de 1970, quando os alunos chegavam com crises existenciais: Quem sou eu?", disse Hwang, cuja equipe de 29 pessoas inclui psiquiatras, psicólogos clínicos e assistentes sociais.
"Agora eles chegam trazendo histórias de vida envolvendo trauma extenso, um histórico de doença mental, transtornos alimentares, automutilação, uso de álcool e drogas".
Uma pesquisa recente feita pela Associação Americana de Aconselhamento Universitário descobriu que a maioria dos estudantes busca ajuda para problemas normais pós-adolescência, como decepção amorosa e crise de identidade.
Porém, 44% deles possuem sérios transtornos psicológicos, contra 16% em 2000, e 25% tomam medicamentos psiquiátricos, contra 17% há dez anos.
Os transtornos mais comuns de hoje: depressão, ansiedade, pensamentos suicidas, abuso de álcool, transtornos de atenção, automutilação e transtornos alimentares.
A Stony Brook, uma ramificação academicamente exigente da State University of New York (índice de admissão de 40%), enfrenta desafios de saúde mental típicos de uma grande universidade pública.
Ela possui 9.500 estudantes residentes e 15 mil que se deslocam até o campus.
O corpo discente, altamente diversificado, inclui muitas pessoas que são as primeiras da família a frequentar uma universidade e carregam consigo uma intensa pressão para terem bom desempenho, muitas vezes nas áreas de engenharia ou ciências.
Um grupo de terapia chamado Black Women and Trauma (mulheres negras e trauma), criado no semestre passado, incluiu participantes da África que sofriam de transtorno do estresse pós-traumático de violência na juventude.
A Stony Brook tem notado um acentuado crescimento na demanda por aconselhamento psicológico - 1.311 alunos começaram o tratamento no último ano acadêmico, um aumento de 21% em relação ao ano anterior.
Ao mesmo tempo, pressões orçamentárias da New York State obrigaram uma redução de 15% nos serviços de saúde mental ao longo de três anos.
Perto do grêmio estudantil, no centro do campus, o prédio do Centro de Saúde do Estudante data dos dias em que um dos problemas de saúde mais sérios dos alunos era mononucleose.
Porém, a contratação, há três anos, de Judy Espósito, assistente social com experiência em aconselhamento psicológico a viúvas do 11 de setembro, para iniciar uma unidade de triagem foi um sinal da nova realidade em saúde mental estudantil.
Às 9h da manhã de uma terça-feira, após o fim de semana agitado do campus, Espósito passou pelo dispensador de higienizador de mãos na entrada da universidade quando notou dois colegas correndo em direção ao seu escritório.
Antes mesmo que ela tirasse o casaco, os alunos reportaram sobre uma aluna que tinha se cortado e expressado pensamentos suicidas.
A equipe de triagem de Espósito registra de 15 a 20 pedidos de ajuda por dia.
Após breves entrevistas, para a maioria dos alunos se agenda uma consulta mais longa com um psicólogo, que leva ao tratamento individual.
Um aluno em cada seis não se torna paciente, sendo indicado a outros departamentos da universidade, como aconselhamento acadêmico, ou a terapeutas fora do campus, caso seja necessária ajuda de longo prazo.
O aconselhamento no campus é gratuito.
Naquele dia, os alunos incluíam um jovem rapaz que se queixava de não ter amigos, sentindo-se deprimido.
Outro estudante disse ter dificuldades acadêmicas e temer que os pais descobrissem que ele bebe, sentindo-se desanimado.
Profissionais de um centro de saúde mental estão atentos ao seu próprio bem-estar.
Por esta razão, a equipe tinha planejado um almoço de final de ano.
Enquanto um peru era assado na cozinha que serve como sala de descanso, Espósito ajudava a esquentar o doce de batata doce, o recheio e a quiche que ela mesma tinha trazido.
Então Regina Frontino, assistente de triagem que recebe os alunos na recepção, entrou na cozinha para dizer que uma aluna tinha sido trazida por um amigo que temia que ela pensasse em se matar.
Espósito correu para o saguão.
Depois de uma breve conversa, ela soube que a aluna perturbada teria de ir ao hospital.
O centro de aconselhamento não tem a capacidade de receber alunos suicidas ou psicóticos durante a noite para observação ou administrar drogas poderosas para acalmá-los.
Ele faz com que os alunos sejam levados ao Stony Brook University Medical Center, quase na saída do campus de 405 hectares.
O hospital possui uma emergência psiquiátrica que funciona 24 horas por dia e atende a todo o contado de Suffolk.
"Eles não vão consertar o que está errado", disse Espósito, "mas naquele momento podemos garantir que ela está segura".
Ela chamou Tracy Thomas, conselheira de plantão, para acalmar a aluna, que chorava compulsivamente, enquanto telefonava para a emergência e informava a Hwang, que chamou a polícia do campus para transportar a jovem.
Apesar dos muitos agendamentos no livro de consultas dos conselheiros da Stony Brook, todas as evidências nacionais sugerem que muito mais alunos precisam de serviços de saúde mental.
Quarenta e seis por centro dos estudantes universitários disseram sentir que "as coisas são desanimadoras" pelo menos uma vez nos últimos 12 meses, e quase um terço deles esteve tão depressivo que teve dificuldade em realizar suas atividades, de acordo com uma pesquisa de 2009 da Associação Americana de Saúde Universitária.
Além disso, dos 133 estudantes suicidas reportados na pesquisa da Associação Americana de Aconselhamento Universitário com 320 instituições, de 2009, menos de 20 buscou ajuda no campus.
Alexandria Imperato, 23 anos, se lembra que, como caloura da Stony Brook, todos os seus amigos da escola falavam de como adoravam a faculdade, enquanto ela se sentia péssima.
Ela enfrentava problemas familiares e a pressão para se adaptar à faculdade.
"Você volta para casa para o jantar do dia de Ação de Graças e sua família pergunta ao seu irmão como vai o ratinho dele.
Para você, perguntam: 'O que vai fazer pelo resto de sua vida?'", disse Imperato. Ela soube que tinha depressão.
No final, acabou vencendo a doença com psicoterapia, Cymbalta e lítio.
Ela formou um capítulo na Stony Brook da Active Minds, um grupo nacional de prevenção ao suicídio baseado em campi universitários.
"Me senti muito melhor de encontrar outras pessoas", disse Imperato, que planeja ser enfermeira.
Recentemente, ela era um dos 24 alunos voluntários que usavam uma camiseta preta dizendo "Relaxe", que paravam pessoas no Centro de Atividades Estudantis durante o horário de almoço.
"Você gostaria de fazer um teste para depressão?", eles perguntavam, oferecendo uma prancheta com um formulário de uma página para todos os alunos que tiravam o fone de ouvido.
Os alunos marcavam os quadradinhos se tinham dificuldade de dormir, sentiam desânimo ou "sensação de inutilidade".
Eles recebiam uma oportunidade de falar em particular com um psicólogo num escritório ali perto. Dezesseis alunos concordaram em fazê-lo.
Uma aluna que disse "sim" a uma entrevista imediata com um conselheiro depois de preencher o teste para depressão era estudante do último ano de psicologia, do norte de New York.
Hwang percorreu o centro de aconselhamento para verificar os testes, e a jovem passou muito tempo conversando com ela, sem tirar o casaco xadrez e a mochila. "Não tenho mais motivação para as coisas", disse a aluna. "Este lugar me deprime o tempo todo".
Ela não sabia que os alunos podem ir ao centro de aconselhamento sem horário agendado. "Achei que tivesse de marcar uma hora", ela disse. "Agora vou vir".
© 2010 New York Times News Service
http://br.noticias.yahoo.com/s/03012011/84/mundo-alunos-estressados-ansiosos-depressivos-recorrem.htm
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terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Em psiquiatria, é seguro usar o humor com pacientes?
Alguma coisa mudou, desde que os tratamentos começaram?", pergunto ao paciente – ele deitado em uma maca na UTI. O anestesiologista coloca uma linha IV em seu braço e checa seus sinais vitais. Meu chefe psiquiatra ajusta a máquina que fornece os estímulos eletrônicos. Sou residente de psiquiatria, e essa é minha prática de terapia eletroconvulsiva. Estou aqui para observar e aprender.
"Meu celular sempre tem bateria cheia", responde o paciente, sem muita emoção.
Se ele fosse um amigo ou colega, com certeza eu iria rir. Mas ele é um paciente que eu mal conheço. O paciente tem transtorno bipolar, uma tentativa anterior de suicídio e um histórico de comportamento bizarro e impulsivo. Nesse contexto, a piadinha dele parece inapropriada.
Fico desconsertado. Tudo bem se eu rir? -- me pergunto. Como médico residente, com anos de experiência em ser inexperiente, olho rapidamente em volta para analisar o cenário.
A assistente de enfermagem ri e o anestesiologista dá uma grande risada. O chefe psiquiatra permanece de cara fechada e diz: "Podemos ver que ele está melhorando". Quando o anestesiologista injeta um sedativo, um telefone toca. Todos têm as mãos ocupadas; o telefone continua tocando. Antes de o paciente "apagar", ele me olha e diz: "Será que você pode atender? Deve ser o governador telefonando para adiar minha execução".
Um momento depois, ele dorme. O chefe psiquiatra me passa os condutores e eu me sinto levemente desconfortável quando os coloco na cabeça do paciente. As enfermeiras ainda riem enquanto ele começa a entrar em convulsão.
Quando eu era residente no serviço, geralmente brincava com meus pacientes. É assim que eu me relaciono com eles naturalmente, e brincar com cuidado com um paciente amedrontado é uma forma poderosa de gerar sintonia.
Mas quando e deixei os andares de medicina interna para trabalhar na psiquiatria, o humor foi embora. Seguindo conselhos dos médicos chefes, tentei ser mais concreto e direto com pacientes psicóticos, mais empático com pacientes depressivos e mais autoritário em uma sala de emergência movimentada. Desde a adolescência que eu não passo tanto tempo me preocupando com como vou me comportar.
Eu tinha uma idéia vaga de que levar um paciente a rir poderia ser terapêutico. Mas quando é seguro – e útil – brincar com um paciente psiquiátrico? Pelo menos no hospital, os pacientes pareciam ter problemas o bastante em se relacionar comigo sem ter que decodificar a sutileza do humor. Parecia arriscado demais, pronto para gerar desentendimento.
Ainda assim, havia pacientes que insistiam em fazer piadinhas comigo.
Como líder de uma reunião comunitária, pedi aos pacientes e aos membros da equipe do hospital para se apresentarem e dizerem algo sobre si. "Sou uma estagiária de assistente social!", disse alegremente um membro da equipe, seguida de um paciente, que declarou: "Sou um paciente de transtorno bipolar crônico".
Não era isso que eu tinha em mente. Eu imaginei algum tipo de detalhe biográfico, não um recital de títulos e diagnósticos. Fui ficando incomodado quando os pacientes começaram a descrever sua patologia pessoal para o grupo.
Quando comecei a me sentir desconfortável com a situação, um dos pacientes percebeu a tensão. "Sou estudante de enfermagem", ele disse, com ar de autoridade. O próximo paciente, que tinha problemas em lidar com outras pessoas, disse: "Sou o gerente de enfermagem".
Todo o grupo, incluindo eu, caiu na risada. Aquele momento contrastava enormemente com a atmosfera sóbria típica daquela unidade. Não foi a primeira vez que me perguntei se seria apropriado aliviar o tom e começar uma piada.
No final da minha residência, tive a resposta. Eu estava de plantão à 1h da manhã de uma quinta-feira, dando entrada no meu último paciente da noite. Era uma mulher na casa dos 60 anos, trazida pela polícia por comportamento perturbador no prédio dela. Após dar entrada contra sua vontade, ela se escondeu no quarto e se recusou a falar com as enfermeiras.
Quando tentei conversar com ela, a paciente enfiou a cabeça debaixo do travesseiro, exclamando: "Rejeito qualquer assistência psiquiátrica!" Mas por trás daquela recusa, percebi um tom brincalhão na voz dela.
"Tudo bem", eu disse. "Somos bons em cuidar de pessoas que negam assistência psiquiátrica".
Ela riu um pouco.
"A senhora pode me dizer como chegou aqui?". Nenhuma resposta.
Talvez eu devesse tentar algo mais concreto. Considerando a idade da paciente e a história que o residente mais experiente da emergência me contou, percebi que ela poderia ter deficiência cognitiva. "Quem está concorrendo à presidência?", perguntei.
Então tive uma resposta. Três pessoas, ela respondeu, usando um epíteto que não posso repetir aqui.
Quem são eles? Revidei, usando o mesmo epíteto.
"Clinton, Obama e McCain", disse ela, olhando para mim.
"OK, então o que uma pessoa tão boa quanto a senhora faz em um lugar como esse?", perguntei.
De repente, eu havia rompido a barreira. Ela começou a me contar sobre seus delírios paranóicos com o dono do imóvel onde mora e com os vizinhos. Eu me sentei e comecei a escrever.
"Conte mais", pedi.
*Benjamin Brody é médico residente do departamento de Weill Cornell de psiquiatria do New York-Presbyterian Hospital.
Benjamin Brody - 'New York Times'
http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL868179-5603,00-EM+PSIQUIATRIA+E+SEGURO+USAR+O+HUMOR+COM+PACIENTES.html
"Meu celular sempre tem bateria cheia", responde o paciente, sem muita emoção.
Se ele fosse um amigo ou colega, com certeza eu iria rir. Mas ele é um paciente que eu mal conheço. O paciente tem transtorno bipolar, uma tentativa anterior de suicídio e um histórico de comportamento bizarro e impulsivo. Nesse contexto, a piadinha dele parece inapropriada.
Fico desconsertado. Tudo bem se eu rir? -- me pergunto. Como médico residente, com anos de experiência em ser inexperiente, olho rapidamente em volta para analisar o cenário.
A assistente de enfermagem ri e o anestesiologista dá uma grande risada. O chefe psiquiatra permanece de cara fechada e diz: "Podemos ver que ele está melhorando". Quando o anestesiologista injeta um sedativo, um telefone toca. Todos têm as mãos ocupadas; o telefone continua tocando. Antes de o paciente "apagar", ele me olha e diz: "Será que você pode atender? Deve ser o governador telefonando para adiar minha execução".
Um momento depois, ele dorme. O chefe psiquiatra me passa os condutores e eu me sinto levemente desconfortável quando os coloco na cabeça do paciente. As enfermeiras ainda riem enquanto ele começa a entrar em convulsão.
Quando eu era residente no serviço, geralmente brincava com meus pacientes. É assim que eu me relaciono com eles naturalmente, e brincar com cuidado com um paciente amedrontado é uma forma poderosa de gerar sintonia.
Mas quando e deixei os andares de medicina interna para trabalhar na psiquiatria, o humor foi embora. Seguindo conselhos dos médicos chefes, tentei ser mais concreto e direto com pacientes psicóticos, mais empático com pacientes depressivos e mais autoritário em uma sala de emergência movimentada. Desde a adolescência que eu não passo tanto tempo me preocupando com como vou me comportar.
Eu tinha uma idéia vaga de que levar um paciente a rir poderia ser terapêutico. Mas quando é seguro – e útil – brincar com um paciente psiquiátrico? Pelo menos no hospital, os pacientes pareciam ter problemas o bastante em se relacionar comigo sem ter que decodificar a sutileza do humor. Parecia arriscado demais, pronto para gerar desentendimento.
Ainda assim, havia pacientes que insistiam em fazer piadinhas comigo.
Como líder de uma reunião comunitária, pedi aos pacientes e aos membros da equipe do hospital para se apresentarem e dizerem algo sobre si. "Sou uma estagiária de assistente social!", disse alegremente um membro da equipe, seguida de um paciente, que declarou: "Sou um paciente de transtorno bipolar crônico".
Não era isso que eu tinha em mente. Eu imaginei algum tipo de detalhe biográfico, não um recital de títulos e diagnósticos. Fui ficando incomodado quando os pacientes começaram a descrever sua patologia pessoal para o grupo.
Quando comecei a me sentir desconfortável com a situação, um dos pacientes percebeu a tensão. "Sou estudante de enfermagem", ele disse, com ar de autoridade. O próximo paciente, que tinha problemas em lidar com outras pessoas, disse: "Sou o gerente de enfermagem".
Todo o grupo, incluindo eu, caiu na risada. Aquele momento contrastava enormemente com a atmosfera sóbria típica daquela unidade. Não foi a primeira vez que me perguntei se seria apropriado aliviar o tom e começar uma piada.
No final da minha residência, tive a resposta. Eu estava de plantão à 1h da manhã de uma quinta-feira, dando entrada no meu último paciente da noite. Era uma mulher na casa dos 60 anos, trazida pela polícia por comportamento perturbador no prédio dela. Após dar entrada contra sua vontade, ela se escondeu no quarto e se recusou a falar com as enfermeiras.
Quando tentei conversar com ela, a paciente enfiou a cabeça debaixo do travesseiro, exclamando: "Rejeito qualquer assistência psiquiátrica!" Mas por trás daquela recusa, percebi um tom brincalhão na voz dela.
"Tudo bem", eu disse. "Somos bons em cuidar de pessoas que negam assistência psiquiátrica".
Ela riu um pouco.
"A senhora pode me dizer como chegou aqui?". Nenhuma resposta.
Talvez eu devesse tentar algo mais concreto. Considerando a idade da paciente e a história que o residente mais experiente da emergência me contou, percebi que ela poderia ter deficiência cognitiva. "Quem está concorrendo à presidência?", perguntei.
Então tive uma resposta. Três pessoas, ela respondeu, usando um epíteto que não posso repetir aqui.
Quem são eles? Revidei, usando o mesmo epíteto.
"Clinton, Obama e McCain", disse ela, olhando para mim.
"OK, então o que uma pessoa tão boa quanto a senhora faz em um lugar como esse?", perguntei.
De repente, eu havia rompido a barreira. Ela começou a me contar sobre seus delírios paranóicos com o dono do imóvel onde mora e com os vizinhos. Eu me sentei e comecei a escrever.
"Conte mais", pedi.
*Benjamin Brody é médico residente do departamento de Weill Cornell de psiquiatria do New York-Presbyterian Hospital.
Benjamin Brody - 'New York Times'
http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL868179-5603,00-EM+PSIQUIATRIA+E+SEGURO+USAR+O+HUMOR+COM+PACIENTES.html
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Brinque com suas crianças para lhes garantir saúde mental
Aprender um hobby ou outra tarefa complexa na infância com a ajuda de um adulto de confiança pode ajudar a proteger as crianças contra o surgimento de transtornos de personalidade mais tarde na vida.
Esta é a conclusão de um estudo publicado na edição deste mês da revista Development and Psychopathology.
Passar tempo com uma criança, lendo para ela, ajudando nos trabalhos escolares ou ensinando-lhes a organizar coisas contribui para promover uma melhor saúde psicológica na idade adulta.
Conexão com as pessoas
"A forte conexão interpessoal e as habilidades sociais que as crianças aprendem ao ter relacionamentos ativos com os adultos melhora o desenvolvimento psicológico positivo", disse o principal autor do estudo, Mark F. Lenzenweger, da Universidade de Binghamton, nos Estados Unidos.
"Com isso, a criança desenvolve seu próprio sistema de afiliação - sua conexão com o mundo das pessoas. Sem esse sistema, a forma como a criança se conecta com os outros seres humanos pode ser severamente prejudicada. E, como eu descobri, é esse comprometimento que prediz o aparecimento de sintomas dos transtornos de personalidade esquizóide no início da idade adulta e mais tarde," explica Lenzenweger.
Lenzenweger diz que a verdadeira importância de suas descobertas é que elas ressaltam a importância de se envolver ativamente com as crianças durante seus anos de formação - o que é particularmente relevante nesta época de creches, TV, videogames e jogos de realidade virtual na internet.
Genético versus social
As relações interpessoais alimentam uma vontade de se envolver com os outros, que é a base psicológica da experiência humana. Nos indivíduos com transtorno de personalidade essa vontade de manter contato com outras pessoas é marcadamente ausente.
O pesquisador ressalta que o grande foco dos estudos anteriores sobre o tema tem sido a influência genética - seriam as nossas tendências herdadas que ditariam nossas respostas psicológicas e comportamentais para o tipo de situações e o estresse que a vida sempre joga sobre nós.
Mas o novo estudo mostra que a experiência social nos primeiros anos de vida é um forte preditor de um melhor ajustamento na vida adulta.
Agora o pesquisador pretende estudar simultaneamente os dois aspectos - psicológico e genético - para identificar o peso de cada um dos fatores na saúde mental dos adultos.
http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=brincar-criancas-garante-saude-mental&id=5992
Esta é a conclusão de um estudo publicado na edição deste mês da revista Development and Psychopathology.
Passar tempo com uma criança, lendo para ela, ajudando nos trabalhos escolares ou ensinando-lhes a organizar coisas contribui para promover uma melhor saúde psicológica na idade adulta.
Conexão com as pessoas
"A forte conexão interpessoal e as habilidades sociais que as crianças aprendem ao ter relacionamentos ativos com os adultos melhora o desenvolvimento psicológico positivo", disse o principal autor do estudo, Mark F. Lenzenweger, da Universidade de Binghamton, nos Estados Unidos.
"Com isso, a criança desenvolve seu próprio sistema de afiliação - sua conexão com o mundo das pessoas. Sem esse sistema, a forma como a criança se conecta com os outros seres humanos pode ser severamente prejudicada. E, como eu descobri, é esse comprometimento que prediz o aparecimento de sintomas dos transtornos de personalidade esquizóide no início da idade adulta e mais tarde," explica Lenzenweger.
Lenzenweger diz que a verdadeira importância de suas descobertas é que elas ressaltam a importância de se envolver ativamente com as crianças durante seus anos de formação - o que é particularmente relevante nesta época de creches, TV, videogames e jogos de realidade virtual na internet.
Genético versus social
As relações interpessoais alimentam uma vontade de se envolver com os outros, que é a base psicológica da experiência humana. Nos indivíduos com transtorno de personalidade essa vontade de manter contato com outras pessoas é marcadamente ausente.
O pesquisador ressalta que o grande foco dos estudos anteriores sobre o tema tem sido a influência genética - seriam as nossas tendências herdadas que ditariam nossas respostas psicológicas e comportamentais para o tipo de situações e o estresse que a vida sempre joga sobre nós.
Mas o novo estudo mostra que a experiência social nos primeiros anos de vida é um forte preditor de um melhor ajustamento na vida adulta.
Agora o pesquisador pretende estudar simultaneamente os dois aspectos - psicológico e genético - para identificar o peso de cada um dos fatores na saúde mental dos adultos.
http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=brincar-criancas-garante-saude-mental&id=5992
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