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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Mais sobre os serviços disponíveis em Saúde Mental

Centro de Atenção Psicossocial – CAPS: Os CAPS são instituições destinadas a acolher os pacientes com transtornos mentais, estimular sua integração social e familiar, apoiá-los em suas iniciativas de busca da autonomia, oferecer-lhes atendimento médico e psicológico. Sua característica principal é buscar integrá-los a um ambiente social e cultural concreto, designado como seu território, o espaço da cidade onde se desenvolve a vida quotidiana de usuários e familiares.
  • CAPS I – Serviço de atenção a saúde mental em municípios com população: de 20 mil até 70 mil habitantes. Existem 788 unidades no país.
  • CAPS II – Serviço de atenção a saúde mental em municípios com população: 70 mil a 200 mil habitantes. Existem 424 unidades no país.
  • CAPS III – Serviço de atenção a saúde mental em municípios com população: 200 mil habitantes.Existem 56 unidades no país.
  • CAPS ad – serviço especializado para usuários de álcool e drogas. (de 70 mil a 200 mil habitantes). Existem 268 unidades no país.
  • CAPS i - serviço especializado para crianças, adolescentes e jovens (até 25 anos). Acima de 200 mil habitantes. Existem 134 unidades no país.
  • Serviços Residenciais TerapêuticosSRT: São casas localizadas no espaço urbano, constituídas para responder as necessidades de moradia de pessoas com transtornos mentais graves egressas de hospitais psiquiátricos ou hospitais de custódia e tratamento psiquiátrico, que perderam os vínculos familiares e sociais; moradores de rua com transtornos mentais severos, quando inseridos em projetos terapêuticos acompanhados nos CAPS. São 596 casas no Brasil, com 3.236 moradores.
  • Programa de Volta para Casa– PVC: Tem por objetivo garantir a assistência, o acompanhamento e a integração social, fora da unidade hospitalar, de pessoas acometidas de transtornos mentais, com história de longa internação psiquiátrica (02 anos ou mais de internação ininterruptos). É parte integrante deste Programa o auxílio-reabilitação, pago ao próprio beneficiário durante um ano, podendo ser renovado, caso necessário. São 3.832 beneficiários do PVC no país.
  • Leitos de Atenção Integral em álcool e outras drogas: São leitos de retaguarda em hospital geral com metas de implantação por todo o Brasil.
Escola de Redutores de Danos – ERD: As Escolas de Redutores de Danos do SUS tem como objetivo a qualificação da rede de serviços, por meio da capacitação teórica e prática de segmentos profissionais e populacionais da comunidade.

http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/texto/2032/301/mais-sobre-os-servicos-disponiveis-em-saude-mental.html

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Material - CAPS

Material interessante do Ministério da Saúde, ano 2004

Saúde Mental no SUS: Os Centros de Atenção Psicossocial

Abaixo o sumário do material contindo no link acima:

Os CAPS na Rede de Atenção à Saúde Mental


Quando surgem os CAPS?

O que é o SUS?

O que é um CAPS?

Quem pode ser atendido nos CAPS?

Como se faz para ser atendido nos CAPS?

O que os usuários e seus familiares podem esperar do tratamento nos CAPS?

Quais atividades terapêuticas o CAPS pode oferecer?

Quais os dias e horários de funcionamento dos CAPS?

Como é feita a distribuição de medicamentos para os usuários?

O que são oficinas terapêuticas?

Quais as outras atividades que um CAPS pode realizar?

Todos os CAPS são iguais?

Como é um CAPS para Infância e Adolescência (CAPSi)?

Como é um CAPS para cuidar de usuários de Álcool e outras Drogas (CAPSad)?

Como o CAPSad pode atuar de forma preventiva?

Qual a relação dos CAPS com a rede básica de saúde?

Quais as pessoas que trabalham nos CAPS?

De que forma os usuários podem contribuir com o funcionamento dos CAPS?

De que forma os familiares podem participar das atividades dos CAPS?

De que forma a comunidade em geral pode participar dos CAPS?

Caps devem ser alternativa aos hospitais psiquiátricos

Mais de 23 milhões de brasileiros sofrem algum transtorno mental – 12% da população. Com a Reforma Psiquiátrica Brasileira, a redução do número de leitos em hospitais psiquiátricos vem substituindo o sistema de internação pela reintegração social, por meio do atendimento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).
De acordo o Ministério da Saúde (MS), a Bahia tem o maior número de unidades do tipo I (109). No entanto, o sistema ainda não atingiu o padrão aceitável para os usuários. As unidades dos Caps fazem o atendimento ambulatorial em três níveis de complexidade (I, II e III), recebendo o paciente sem interná-lo, o que permite a autonomia e o retorno ao convívio social.

Para Mário Aleluia, um dos fundadores da Associação Metamorfose Ambulante (Amea), voltada para a luta antimanicomial, é difícil garantir políticas públicas para a saúde mental em Salvador: “São três hospitais psiquiátricos para atendimento emergencial, mais os Caps. Numa cidade como a nossa, precisamos de, pelo menos, cinco unidades do Caps III, para casos mais graves”.

Quem passa pela dificuldade de atendimento, como José Raimundo dos Santos, 42, que tem transtorno bipolar e esquizofrenia, reconhece a melhoria com a chegada dos Caps, mas ainda vê problemas: “Com a implantação dos Caps, a situação melhorou em 20%. Mas, aqui na Bahia, ainda não funciona tão bem quanto em São Paulo, Sergipe e Minas Gerais”, diz ele.

Problemas - Conforme o Programa de Saúde Mental da Secretaria Estadual da Saúde (Sesab), a Bahia tem 170 Caps. Alguns enfrentam problemas estruturais, como a situação ruim denunciada em Ilhéus (a 433 km da capital) em outubro.

Nos hospitais da capital – Juliano Moreira, Mário de Leal e Sanatório São Paulo –, há 1.080 leitos. De oito anos para cá, 54% foram eliminados. O coordenador do programa da Sesab, psiquiatra Iordan Gurgel, diz que “a proposta é adequar o modelo baiano à reforma".

Clarissa Pacheco/Agência A TARDE
http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=5646368

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Saúde mental: hora de avançar

O Ministério da Saúde apontou recentemente, na IV Conferência de Saúde Mental, para a necessidade de aperfeiçoar as políticas públicas de saúde mental, sugerindo mudanças como a criação de grupos de ajuda mútua de doentes mentais, a ampliação em todo o país dos CAPS III (Centros de Atenção Psicossocial) e a implementação de política nacional de combate ao crack.

Em São Paulo, a prefeitura inaugurou o primeiro Serviço de Atendimento Integral ao Dependente, com leitos de curta permanência e apoio psicossocial para dependentes de drogas, e o governo estadual criou o primeiro "AME (Ambulatório Médico de Especialidades) Psiquiatria", para atendimento ambulatorial e multidisciplinar nas especialidades de vários tipos de transtornos e doenças psiquiátricas. Por sua vez, o governo federal inaugurou um Centro de Referência de Combate ao Crack em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. Essas medidas foram resultado da luta da opinião pública esclarecida, de profissionais de saúde e de órgãos fiscalizadores, como o Ministério Público de São Paulo, pela melhoria dos serviços de saúde mental do SUS.

Nessa área, existe muita falta de informação e disputa ideológica. Mas os problemas são apartidários: abandono de moradores de rua dependentes de crack ou portadores de distúrbios psíquicos, descaso com os indivíduos semirresponsáveis ou inimputáveis que cometem crimes e cumprem medidas de segurança em locais inadequados, falta de tratamento para adolescentes que cumprem internação por ato infracional, e outras situações de descumprimento da Lei 10.216/2001. Essa lei foi uma grande conquista, pois redirecionou o modelo de assistência em saúde mental no país. Ela permite a internação psiquiátrica se o paciente concordar ou, em caso de não consentimento ou imperiosa necessidade, internação compulsória por decisão de um juiz, com fiscalização do MP.

Se a lei é excelente, por que o Brasil chegou a este ponto? O poder público não tem investido como se esperava em formação e capacitação das equipes de pronto-socorro, unidades básicas de saúde e do Programa de Saúde da Família, relegando aos pacientes o tratamento em universidades ou comunidades terapêuticas privadas. O princípio de atendimento integral em saúde mental, que o SUS deve proporcionar por determinação constitucional, aponta para equipamentos imprescindíveis que não são considerados, inexistindo motivo para não haver, pelo menos, hospital especializado em grandes cidades.

As iniciativas inovadoras dos gestores do SUS, portanto, aparecem no momento em que a sociedade civil não suporta mais descaso. Mas não nos enganemos: somente a cobrança da opinião pública e dos profissionais de saúde, com fiscalização de órgãos como o Ministério Público, possibilitará aos portadores de transtorno mental "acesso ao melhor tratamento do sistema de saúde, consentâneo às suas necessidades", como determina a lei.

REYNALDO MAPELLI JR. é promotor de Justiça e coordenador de Saúde Pública do Ministério Público-SP.

http://oglobo.globo.com/opiniao/mat/2010/11/04/saude-mental-hora-de-avancar-922948808.asp

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Caps Amazônia, mais um grande avanço em Saúde Mental

Com novo endereço e novo nome, foi reinaugurado, nesta sexta-feira (18), o Centro de Atenção Psicossocial (Caps) da Marambaia, que atende a 512 pacientes portadores de transtorno mental dos bairros da Marambaia, Satélite, Benguí, Cabanagem, Tapanã, Val-de-Cães, Souza, Parque Verde, Atalaia, Sideral e Castanheira.

Chamado agora de Caps Amazônia, o serviço funciona na Passagem Dalva, no bairro da Marambaia, em uma casa com mais espaço físico e conforto para usuários, familiares e profissionais de saúde. Cada ambiente da casa tem um nome regional: Espaço Muiraquitã, Sala Pará, Rondônia, Amazonas, Roraima, Tocantins, Tamba-Tajá, Jatobá, Espaço Uirapuru, Salão Marajoara e a cozinha Açaí.

A programação de reinauguração contou com a presença da diretora técnica da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), Domingas Alves, do coordenador estadual de Saúde Mental, Rodolfo Valentim, do diretor da 1ª Regional de Saúde, Márcio Maués e convidados.

Dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), o Centro de Atenção Psicossocial é um serviço que substitui a internação psiquiátrica e tem o objetivo de promover a inserção social das pessoas portadoras de transtorno mental na família, no trabalho e na comunidade, com a ajuda de uma equipe multidisciplinar. O modelo tem como lema "inserir sim, segregar não".

O Caps Amazônia está localizado na área de abrangência da 1ª Regional de Saúde da Sespa e tem como missão "assegurar aos pacientes portadores de transtorno mental grave ou persistente, atendimento integral, visando a sua reinserção na sociedade. O Centro atende a pacientes encaminhados do Hospital de Clínicas Gaspar Vianna, das Unidades de Saúde e também demanda espontânea.

Como Caps tipo I, oferece atendimento individual, em grupo, oficinas terapêuticas e atividades comunitárias, incluindo, por exemplo, consultas especializadas, fornecimento de medicamentos, passeios, comemoração de datas festivas, assembleia de pacientes e familiares, visitas domiciliares, atendimento à família e atividades comunitárias.

Para Rodolfo Valentim, a mudança de nome e endereço representa mais uma conquista da Política de Saúde Mental no Estado, uma vez que melhora as condições de atendimento aos usuários e de trabalho para os profissionais de saúde.

Segundo Rodolfo, a Política de Saúde Mental tem avançado bastante nos últimos três anos e meio, "pois em 2006 havia apenas 29 Caps no Pará e hoje temos 47, fortalecendo a política da desospitalização das pessoas com sofrimento psíquico". "E há perspectiva de inaugurarmos mais oito Caps em oito municípios, alcançando uma boa cobertura", acrescentou.

Ele também lembrou que foi feita reestruturação da Clínica Psiquiátrica do Hospital de Clínicas Gaspar Vianna, permitindo a ampliação de dez para 24 leitos de internação. E que em maio, o Pará ganhou a sua primeira Residência Terapêutica, onde moram oito pacientes remanescentes do Hospital Psiquiátrico Juliano Moreira e da Unidade de Recuperação Psicossocial (URP) (antigo Ciaspa).

De acordo com a diretora do Caps Amazônia, Goretti Martins, a mudança mais significativa foi o espaço físico, contribuindo para o melhor desenvolvimento de todas as atividades do Caps, com mais conforto para usuários e trabalhadores de saúde. "E com esse espaço temos condições de futuramente torná-lo Caps III, com funcionamento 24 horas".

A diretora técnica da Sespa, Domingas Alves, elogiou e agradeceu pelo trabalho dos profissionais, ressaltando que "só trabalha no Caps quem se doa e tem amor ao próximo", portanto são profissionais que gostam realmente do que fazem.

Domingas alertou que é preciso falar de doença mental como se fala se qualquer outra doença, principalmente porque "transtorno mental é a doença da alma, doença do século, e ninguém está imune a ela".

"O Caps Amazônia é um exemplo de serviço de qualidade em saúde mental oferecido aos usuários do SUS e reforça a política do governo atual do cuidado com as pessoas, acolhendo-as e as tratando com respeito e dignidade", concluiu.

Serviço: O Caps Amazônia fica na Avenida Tavares Bastos, Passagem Dalva nº 377, entrada ao lado do Supermercado Yamada. Telefone: (91) 3238-0511.

Roberta Vilanova - Sespa
Agência Pará
http://www.agenciapara.com.br/exibe_noticias_new.asp?id_ver=65213